segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Dez características de OKRs eficazes



OKRs (Objetivos e Resultados Chaves) é uma estrutura de pensamento crítico e disciplina contínua que busca fazer os funcionários trabalharem juntos, concentrando esforços para fazer contribuições mensuráveis para impulsionar uma organização para a frente.

Para se obter eficácia na utilização de OKRs em uma organização, deve-se considerar as dez características abaixo

1) Resultados, não tarefas - Os resultados-chave são resultados, não tarefas. As tarefas aparecem em uma “lista de tarefas” e geralmente podem ser concluídas em um dia. Os resultados-chave refletem o progresso mensurável em uma data-alvo e não podem ser realizados em um dia. As tarefas são semelhantes a: “enviar um e-mail para um cliente em potencial” ou “reunir-se com o novo vice-presidente de vendas”. Nenhum resultado concreto é esperado. KRs não são tarefas. Eles se parecem com: “Aumento de X% na métrica de negócios principal Y” ou “Reúna-se semanalmente com o VP de vendas e produza listas de tarefas” ou “10 oportunidades qualificadas adicionadas ao pipeline até o final do trimestre”. Os resultados-chave concentram todos em resultados relevantes para a linha de fundo, não em tarefas!

2) Os resultados-chave eficazes são SMART -  são específicos, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e limitados no tempo. Os principais resultados que você não pode medir são insignificantes.

3) Focado - Cada conjunto de OKRs deve incluir no máximo 5 objetivos com foco em 1-3 resultados-chave para cada objetivo. Com OKRs, menos é mais. Concentrar-se nos dois ou três objetivos mais críticos geralmente é melhor do que gerenciar uma lista de cinco.

4) Os seus objetivos de propriedade devem se originar de você, o proprietário do OKR, e não de mandato corporativo - Em vez de copiar um mandato corporativo ou os objetivos de seu chefe, você deve considerar um objetivo que está sob o seu controle ou de sua organização e formulá-lo de acordo. Você consegue mais quando projeta e possui seus OKRs.

5) Alinhados para o sucesso - Os OKRs eficazes medem o sucesso. Embora a elaboração de OKRs reflita a definição de sucesso do proprietário, os OKRs devem ser refinados com base na contribuição de um membro da equipe mais sênior e quaisquer "equipes dependentes" para garantir o alinhamento e acordo sobre o que conta como sucesso. A revisão dos OKRs no nível da empresa primeiro fornece contexto e pode ajudar no alinhamento.

6) Atualizados com frequência - Ao definir seus OKRs pessoais para o trimestre, considere a frequência com que você planeja atualizar o progresso de cada resultado principal. Dividir um resultado-chave em “pequenos passos” torna mais fácil fazer progresso, fornecer atualizações sobre o progresso e refletir sobre como refinar seus OKRs para o próximo trimestre.

7) A comunicação clara e eficaz pode ser um dos principais benefícios do uso de OKRs - OKRs eficazes são escritos de forma clara e concisa e incluem apenas acrônimos padrão que um aluno médio do ensino médio entenderia.

8) Positivo - Crie métricas onde “quanto maior, melhor”, sempre que possível. Os OKRs são tipicamente relatados por si próprios e queremos que todos na equipe esperem fazer um progresso positivo, em vez de registrar eventos “ruins”.

9) Classifique/gradue - Os principais resultados eficazes incluem notas que comunicam claramente as metas e gerenciam as expectativas.

10) Aspiracional - De acordo com pesquisas sobre a ciência de objetivos, os trabalhadores alcançam mais quando se coloca a régua mais alta. Defina sua nota mais alta para refletir um nível altamente. ambicioso de conquistas que ainda parece possível.


Sua empresa já trabalha com OKRs? Afinal, os funcionários que podem medir seu próprio progresso ou contribuição desenvolverão um maior senso de responsabilidade e satisfação pessoal do que aqueles que não podem.

Fale conosco na Amancio Quality Consulting. Podemos ajudar na implementação de OKRs junto às suas equipes.

AQC - Otimizando Processos





Crédito: OKRs White Paper - Objectives & Key Results 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

O Lean atrapalha a inovação?


Quanto mais ágeis nossos processos administrativos e operacionais, mais rápida e eficazmente podemos colocar novos produtos e ideias de produção à prova.

Para alguns pode haver uma tendência de ver o Lean como uma tática de “corte de custos”, aumentando, erroneamente, uma reputação de “anti-criatividade”. A inovação geralmente requer um investimento de recursos; se o objetivo principal do Lean é o corte de custos, então a inovação pode "sofrer", por esta ótica.


O Lean, na verdade, é a base da inovação, pois cria flexibilidade e agilidade operacional. Quanto mais ágeis são os processos administrativos e operacionais, mais rápida e eficazmente pode-se colocar novos produtos e ideias de produção à prova. Quanto mais consistentes forem os processos, mais confiáveis serão os respectivos dados ao tentar algo novo. Quanto mais curtos forem os tempos de ciclo de fabricação, mais testes pode-se realizar em cada período. Quanto menos desperdício houver nos processos de fabricação, menor será o custo para experimentos em novos produtos e para novas ideias de melhoria de processos.


Vamos considerar vários princípios enxutos (Lean) que aprimoram a inovação. 

  • Primeiro, o Lean reduz os tempos de ciclo em todos os processos. 
  • Em segundo lugar, o Lean promove um fluxo uniforme de informações e materiais em todos os processos. 
  • Terceiro, o Lean garante que os processos sejam consistentes e previsíveis com relação ao tempo de ciclo e rendimento. 
  • Quarto, o Lean depende do trabalho em equipe e da colaboração eficaz por parte de todos os envolvidos em um processo. 
  • Por fim, a gestão visual potencializa as informações disponíveis sobre o estado dos processos. O ato de gerar novas ideias não é restringido de forma alguma por esses princípios e a eficácia do processo de transformar ideias em realidade é ampliada.


As organizações enxutas não sacrificam a inovação no altar dos conceitos de manufatura enxuta (Lean). Na verdade, as organizações enxutas obtêm uma vantagem competitiva porque sua capacidade de realizar muitos experimentos rapidamente é superior.


A importância da inovação só crescerá nas próximas décadas. Os conceitos e métodos Lean são fundamentais para uma forte cultura de inovação.



Fale conosco na AQC - Otimizando Processos


domingo, 24 de outubro de 2021

Transição com sucesso para um modelo operacional ágil


Nos últimos anos, muitas empresas têm buscado ser mais ágeis, reconfigurando suas organizações em pequenas equipes multifuncionais. Na maioria dos casos, esses exercícios começam com um piloto, no qual funcionários de toda a organização se reúnem para trabalhar em uma missão comum. Tais missões podem incluir um banco construindo um produto para seus clientes, um varejista que adapta uma variedade para os compradores ou uma cadeia de fastfood implementando um plano para cumprir as mudanças nas regulamentações trabalhistas em um país específico.


Ir além das equipes individuais para implementar um modelo operacional ágil requer que as missões sejam frouxamente acopladas, mas fortemente alinhadas; as equipes devem ser capazes de executar suas missões com dependências mínimas, garantindo que a organização global seja voltada para gerar valor. O estabelecimento desse modelo operacional está intimamente ligado à estratégia da organização e à forma como ela cria valor. O processo envolve uma fase de projeção, na qual os meios de geração de valor de uma organização para os clientes são mapeados em uma série de fluxos de valor, contra os quais o modelo operacional é então estruturado.


Qual é a estrutura para coordenação entre as equipes?

Para que um modelo operacional ágil funcione adequadamente, uma organização deve configurar a cadência certa para garantir a coordenação entre as equipes. Várias organizações lidam com essa tarefa através de um processo anual de estratégia e planejamento, que inclui dois elementos primários:

  • Um exercício anual para definir os objetivos para o próximo ano à luz da estratégia da organização, bem como iniciativas estratégicas para atingir esses objetivos. Uma varejista, por exemplo, pode analisar as principais tendências de clientes e mercados e definir seus objetivos com base nessas tendências.
  • Uma cadência trimestral (muitas vezes chamada de revisão trimestral de negócios) para avaliar o desempenho contra metas estratégicas e repriorizar com base em mudanças nas tendências de clientes e mercados.

 

A cadência trimestral se concretiza em duas etapas:

etapa 1: as equipes principais determinam suas metas para o próximo trimestre,  

etapa 2: essas metas são socializadas com equipes habilitadoras, que fazem trocas com base em suas outras prioridades.

 

Como a cultura precisa se adaptar para fazer isso funcionar?

Em um nível fundamental, uma transformação ágil é uma transformação cultural. 

A operacionalização desse modelo, onde a interdependência entre as equipes deve ser gerenciada para entregar valor aos clientes, requer múltiplas mudanças de mentalidade. 

Três são de importância crítica: empoderamento, propriedade de ponta a ponta e uma mentalidade de serviço na habilitação das equipes.

O empoderamento é necessário desde o início de uma transformação ágil. 

Um dos maiores obstáculos é quando os líderes têm falta de confiança em seus funcionários, o que muitas vezes surge quando os trabalhadores não têm as capacidades necessárias. Nesses casos, deve-se elaborar planos que incorporem uma agenda robusta de construção de capacidades para garantir que os funcionários da linha de frente obtenham as habilidades necessárias — um elemento essencial para alcançar os objetivos da transformação.


Criar um projeto é apenas o primeiro passo para reconfigurar uma organização para criar valor através da agilidade. Colocar o projeto em ação requer uma mudança importante — categorizando as equipes como equipe central e equipe habilitadora. 

Para fazer esse modelo funcionar, a organização deve se reavaliar e criar incentivos permitindo que as equipes apoiem as equipes principais, garantam a implantação de uma estratégia robusta e planejem cadência, incutindo uma cultura que incentive o empoderamento, a responsabilização completa e uma mentalidade de serviço entre as equipes habilitadoras.


Fale conosco na Amancio Quality Consulting - podemos auxiliar sua empresa na jornada para uma transformação ágil de gestão de projetos e processos.

AQC - Otimizando Pfrocessos




segunda-feira, 11 de outubro de 2021

3 Estratégias-chave para construir uma cadeia de suprimentos operacionalmente ágil



Para se tornarem mais resilientes e preparadas para se adaptar às mudanças contínuas e cada vez mais frequentes nas condições do negócio, as equipes da cadeia de suprimentos precisam se tornar operacionalmente ágeis. Ao serem capazes de flexionar e se adaptar às mudanças, as equipes da cadeia de suprimentos podem resistir muito melhor a qualquer tempestade à frente e manter as operações mesmo em ambientes continuamente turbulentos.  

Aqui estão três dicas de como se pode construir uma organização operacionalmente ágil para uma cadeia de suprimentos mais resiliente.


Melhorar a visibilidade entre as funções  

Uma das melhores maneiras de se tornar mais ágil e flexível é melhorar a visibilidade em toda a organização. Quando mais equipes entenderem exatamente o que está acontecendo, é mais fácil reagir quando a mudança ataca. Quando as informações fluem de acordo entre diversas áreas e departamentos, os problemas podem ser encarados mais rapidamente, reduzindo assim o tempo de reação, alcançando uma melhor eficácia. 

Sempre deve-se ver e analisar o que está acontecendo no pipeline da cadeia de suprimentos, permitindo começar a planejar pedidos mais complexos mais cedo, oferecendo aos clientes prazos de entrega mais curtos.


Localize e resolva problemas rapidamente

A resolução rápida de problemas é outra chave para manter o foco e melhorar a agilidade operacional da cadeia de suprimentos. Ao ser capaz de minimizar o impacto das questões que surgem, as organizações não precisam dedicar mais e mais recursos a problemas que se tornam maiores com o tempo. 

Trabalhe com sua equipe para construir um conjunto proativo de aplicativos para gerenciar pedidos, engenharia e inventário, que unam vários fluxos de dados e sinalizam problemas o mais cedo e rápido possível.

Todos devem ser capazes de olhar para a mesma direção e ver as últimas atualizações de status e quem precisa agir em seguida. Isso resulta em fluxos de trabalho mais eficientes e trabalho mais colaborativo, com melhor capacidade de resolver problemas o mais rápido possível. 

Com uma equipe equipada e capacitada para resolver os problemas mais próximos de si mesmos, através de uma prática robusta de desenvolvimento profissional, passa-se garantir que a organização resolva problemas urgentes o mais rápido possível. 


Rastrear melhor e agir sobre os dados

Quando os dados estão presos em sistemas legados ou espalhados por diferentes planilhas, é impossível agir e utilizar esses dados. No mundo da cadeia de suprimentos, isso pode causar uma série de problemas ao tentar tomar decisões informadas sobre logística, estoque, fornecimento e compras e padrões de compra. 

A união e ativação de dados é vital para estar pronto para mudanças constantes. Promova análise automatizada de rastreamento, emissão de relatórios e tendências para todas as suas peças, desde os armazéns até os caminhões. 

Esses dados críticos devem estar centralizados. Coletar dados é ótimo, mas sem poder centralizar e analisá-los, os dados perdem valor. Garantir que os dados sejam acionáveis faz uma grande diferença ao tentar tomar decisões informadas sobre padrões de estoque e compras.


Amancio Quality Consulting

AQC - Otimizando processos



sábado, 9 de outubro de 2021

Usando Metodologia Ágil para acelerar sua transformação de dados



Dados tornaram-se ativos estratégicos principais na maioria das organizações, e a gestão de dados tornou-se uma prioridade para a maioria dos líderes empresariais.


As informações estruturadas e não estruturadas que as empresas coletam sobre pessoas e processos têm o poder de estimular estratégias de aquisição e retenção de clientes de ponta. Ele pode revelar áreas onde os processos poderiam ser mais eficientes, e pode ajudar os líderes empresariais a tomar melhores decisões que reduzem o risco organizacional global. Os dados são a pedra angular sobre a qual as empresas estão lançando suas transformações digitais — investindo em recursos de análise, aprendizado de máquina, robótica e outras tecnologias para aumentar suas chances de sucesso.


Algumas empresas de ponta estão usando uma abordagem Ágil para executar seus programas de dados. Ágil é uma metodologia testada no tempo usada em organizações para construir software ou gerenciar processos de forma mais eficaz. 

Em linhas gerais, é uma abordagem colaborativa na qual equipes multifuncionais projetam e constroem produtos minimamente viáveis (MVPs) e recursos. rapidamente, os testando com os clientes e refinando e aperfeiçoando através de iterações rápidas. 

Dados Ágeis também se baseiam em uma abordagem conjunta para o desenvolvimento e entrega: equipes multifuncionais compostas por membros de negócios e de TI (Tecnologia da Informação) trabalham em "laboratórios de dados" que estão focados em gerar insights confiáveis que permitam à empresa abordar suas maiores prioridades de negócios e realizar resultados positivos rapidamente.



Começando com dados Ágeis

Os benefícios dos dados Ágeis são claros. Mas convencer os líderes empresariais e de TI a mudar para uma Mentalidade Ágil pode ser um desafio, como qualquer outra forma de mudança organizacional pode ser. 

Os funcionários de TI provavelmente não estarão familiarizados com o uso de princípios Ágeis na gestão de dados. Eles podem remar para trás contra a ideia de romper com o status quo, não querendo abandonar metodologias tradicionais ou em cascata,  mantendo-se na construção de bancos de dados tradicionais, que muitas vezes requerem anos para se desenvolver antes que as empresas possam colher valor deles. 

Por sua vez, as unidades de negócios podem ser cautelosas em assumir a propriedade de ativos tecnicamente complexos, como dados, que têm sido, historicamente, de domínio de TI.


Para mudar essas dinâmicas, as empresas devem considerar fazer o seguinte:


Use projetos piloto para construir aceitação. 

Um projeto piloto é a melhor maneira de demonstrar à TI que uma mudança nas metodologias de gerenciamento de dados é possível e desmistificar dados para as unidades de negócios, ao mesmo tempo em que aponta o valor potencial dos dados ágeis para ambos os lados. 

Os líderes de TI e unidades de negócios devem identificar um único projeto que seja transversal e de muito alto valor para os negócios. Sucessos e fracassos, marcos alcançados e impacto realizados devem ser comunicados de forma clara e frequente em toda a empresa à medida que o piloto progride e o serviço é finalmente liberado. Dessa forma, as melhores práticas podem ser codificadas, e fortes campeões de projetos podem ser identificados e incentivados.


Capacite as equipes de Dados Ágeis. 

Os líderes seniores devem dar às equipes de dados Ágeis multifuncionais a margem de manobra para tomar decisões importantes relacionadas à migração e arquitetura de dados. 

As equipes Scrum devem estar totalmente focadas nas atividades executadas no laboratório de dados e comprometidas com uma abordagem de teste e aprendizado; eles devem jogar tempo integral na equipe Ágil do projeto, não devem esperar por aprovações de colegas ou chefes fora do laboratório de dados. 

As empresas devem, portanto, estabelecer canais diretos de comunicação entre equipes de Scrum e líderes seniores e definir planos de implementação em larga escala: quando surgem dúvidas ou obstáculos, as equipes de Scrum compartilham suas preocupações com o escritório de gerenciamento de projetos e líderes seniores designados, que devem responder em horas ou dias, não semanas.


Atualize a infraestrutura tecnológica. 

O lançamento de um programa de transformação de dados oferece uma oportunidade para as empresas considerarem maneiras de melhorar os sistemas e tecnologias atuais. A criação de um lago de dados, por exemplo, pode exigir novas plataformas, ferramentas e conjuntos de habilidades que devem ser compatíveis com a arquitetura de TI corporativa global. Também pode levar os líderes de TI a reconsiderar suas estratégias de TI corporativas, fazendo perguntas como: Como podemos integrar o lago de dados com os sistemas existentes? Como as ferramentas e plataformas usadas para suportar dados Ágeis podem ser aproveitadas em outras circunstâncias? Devemos introduzir tecnologias de código aberto?


Enfatize novas formas de comunicação. 

Os métodos de comunicação utilizados em laboratórios de dados Ágeis são diferentes dos utilizados no resto da organização e devem ser gerenciados dessa forma. Os resultados devem ser rigorosamente monitorados e podem ser renderizados graficamente usando gráficos "burnup".

 As equipes Scrum não devem compartilhar esses resultados apenas com seus supervisores imediatos; eles também devem compartilhá-los com as partes interessadas relevantes das unidades de negócios.

 Muitos também estabelecem fóruns semiregular, nos quais líderes de TI e de negócios podem se reunir para discutir importantes tendências e tópicos do setor — em áreas de especialização técnica, por exemplo, ou análise competitiva — e realizar "autópsias" em projetos piloto. Esses canais de comunicação podem ajudar a garantir que todos (dentro e fora do laboratório de dados) entendam a importância dos dados Ágeis, como implementar formas Ágeis de trabalho e como resolver quaisquer problemas.


Desenvolva e introduza indicadores-chave de desempenho. 

Métricas diretamente ligadas a formas Ágeis de trabalho devem ser refletidas em mecanismos de avaliação de desempenho e em discussões de revisão de desempenho. Eles são fundamentais para manter o compromisso de longo prazo com dados Ágeis. 

Na maioria dos laboratórios de dados, os planos de trabalho (também chamados de Backlogs) são baseados em ciclos semanais ou quinzenais chamados Sprints.  Esses ciclos são rigorosamente monitorados por um escritório de gerenciamento de projetos. Os membros da equipe Scrum têm responsabilidades individuais claras; e certas funções estão ligadas a resultados específicos. Toda a capacidade da equipe de completar itens de trabalho, muitas vezes referidos como Histórias de Usuário, é medida e visível à liderança sênior. 

Indicadores e métricas críticas — por exemplo, a porcentagem de dados mapeados ou a quantidade de novas informações de negócios alimentadas em um pool de dados deveriam ser coletadas semanalmente, portanto, no surgimento de problemas, ajustes podem ser feitos imediatamente. Os líderes empresariais e de TI devem receber relatórios regulares e dando a eles a visibilidade de que precisam para mudar de rumo, quando necessário.



Então, com um melhor acesso a melhores pools de dados, as empresas podem implantar melhores estratégias de segmentação. Elas podem aprender mais com dados transacionais. Elas podem automatizar processos, levando a maior eficiência operacional. Elas podem competir de forma mais eficaz contra rivais, e podem encontrar novas fontes de crescimento. 

No entanto, a maioria das instituições ainda está lutando para extrair valor dos dados. Uma abordagem Ágil para o gerenciamento de dados pode ajudar a resolver esse problema. Ele pode formalizar a colaboração e as conversas entre chefes de unidades de negócios e líderes de TI, revelar novos usos para dados existentes, estimular o desenvolvimento de iniciativas inovadoras de negócios baseadas em dados e acelerar a entrega de informações críticas de negócios. 


Ágil não é mais apenas uma metodologia para desenvolvimento de software ou gerenciamento de operações. Está se tornando uma capacidade crítica para as empresas que querem gerenciar seus dados de forma mais estratégica e oferecer experiências "perfeitas" para seus clientes.



Fale conosco na Amancio Quality Consulting, pois podemos auxiliar as equipes de sua empresa no desenvolvimento e/ou na transformação de conceitos e práticas da Metodologia Ágil, baseado nos guias práticos PMI, Agile Alliance e no Manual Scrum.



AQC - Otimizando Processos 








https://www.mckinsey.com/business-functions/mckinsey-digital/our-insights/using-agile-to-accelerate-your-data-transformation?cid=other-eml-cls-mip-mck&hlkid=553f6c4508624b778ca1ef5974654bec&hctky=12115797&hdpid=34696930-4beb-48e6-9540-7250130f88d4

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Desenvolvendo um modelo de maturidade de Melhoria Contínua



Para refletir sobre como desenvolver um modelo de maturidade de Melhoria Contínua, vamos combinar aqui um ponto essencial: partiremos do princípio de que "conduzir" as pessoas para desenvolver habilidades não se trata da melhor postura a ser adotada. 

Desde o CEO até o chão de fábrica, passando principalmente pelos líderes de todos os níveis da organização, todos sem excessão, devem estar alinhados com uma agenda e engajados no desenvolvimento dos processos necessários para serem bem sucedidos, além de conhecerem bem seus respectivos papéis dentro do processo como um todo. Ter consciência e preparo na condução de cada papel é de fundamental importância para demonstrar compromisso com a mudança!


Em vez de "dirigir", deve-se liderar e fornecer o treinamento de habilidades necessárias para que todos sejam bem sucedidos e atendam às necessidades da empresa. Deve-se mudar o vocabulário dos líderes e, finalmente, de todos os funcionários. Este é o início da mudança de cultura necessária para se destacar no caminho — e a mudança de cultura é o Passo 1 em qualquer jornada de melhoria, então vamos começar por aí. 

Será preciso desenvolver um plano e se preparar para trabalhar com ele. Não espere um grande movimento no início. Leva tempo para colocar a educação e o treinamento adequados no lugar, encontrar o talento técnico necessário, etc. A mentalidade de melhoria contínua é uma jornada, não um destino. Comece dando passos de bebê, e acelere à medida que o aprendizado e a nova mentalidade tomam conta.


O Plano

Desenvolva uma lista de verificação do que precisa ser feito primeiro, por exemplo, treine toda a liderança, avalie as habilidades presentes em qualidade e engenharia. Se as habilidades não estiverem presentes internamente, use um consultor, a curto prazo, para começar com o treinamento. Em paralelo, recrute as habilidades que você precisa em casa e reduza gradualmente o tempo dos consultores até que se seja autossuficiente. Este é um item chave do ritmo.


Avalie sistemas internos. Certifique-se de que a infraestrutura de dados é robusta para análise de dados e para "paretar" as oportunidades. Equipamentos mais modernos fornecem dados em tempo real que podem ser usados para acompanhar tendências e assim, melhorar. É importante ressaltar que não se deve selecionar mais projetos do que se possa gerenciar. Priorize e disponibilize recursos para aquelas oportunidades que mais impactam o resultado final e dê foco em um pequeno projeto para começar. À medida que um projeto é concluído, avance para próxima maior prioridade.


A maior razão pela qual as empresas falham é porque a liderança não tem a mentalidade certa para ser bem sucedida. Uma iniciativa de baixo para cima poderia implodir rapidamente por falta de compreensão e apoio da alta gestão. 

Coincidentemente com isso, os supervisores e gerentes do chão de fábrica, com a forte liderança do gerente da fábrica e da equipe, devem selecionar projetos que renderão vitórias rápidas (quick wins). Certifique-se de documentar e valorizar monetariamente as melhorias, pois isto dará à liderança sênior um gostinho do que é possível, com a mentalidade certa, executando prioridades do projeto e melhorando o resultado final. 

Uma vez que você demonstre o poder da Melhoria Continua, e os executivos seniores possam ver a grande melhoria nos números,eles não verão motivos para deter o processo em andamento.


Rastreamento do Progresso

Se não estiver exatamente claro o que se quer dizer com um "modelo de maturidade de Melhoria Continua", corre-se o risco de se ver numa situação de perda de tempo e dinheiro. Por que? Porque na maioria das vezes os "revisores" não têm conhecimento suficiente para saber o que estão olhando e não podem agregar valor à discussão. Esta é outra razão pela qual o grupo sênior precisa ser treinado. Uma vez que eles entendam o "o quê" e o "porquê", há esperança de que eles se tornem parte da solução. 


A seguinte retórica "Está se impulsionando o desenvolvimento de habilidades internas, mas não necessariamente melhorando as plantas", via de regra, trata-se de um absurdo. É um pensamento equivocado de alguns líderes. Se as plantas não melhoram, então a liderança precisa se olhar no espelho e se perguntar o que estão fazendo de errado. Os líderes conseguem o que esperam, então certifique-se de que suas respectivas expectativas são altas o suficiente.

Para acompanhar as melhorias deve-se estabelecer metas básicas anuais para a Melhoria Continua, incluíndo essas metas nos objetivos e avaliações anuais dos gestores. 

Uma primeira auditoria passa a ser a linha de base e o progresso deve ser acompanhado através de auditorias anuais.

As auditorias anuais podem e deveriam ser conduzidas por um gerente de fábrica. Esta é uma ótima maneira de as plantas "roubarem descaradamente" boas ideias das outras plantas e compartilharem projetos de melhoria, quando relevantes. 

Para aqueles gerentes de fábrica que evetualmente não estejam aplicando o processo de forma eficaz, deve-se prover suporte a eles, vindos, por exemplo, dos níveis acima e/ou também de especialistas, tais como dos black/green belts lean/6Sigma, quando disponíveis na organização. 


Considere as palavras abaixo:

  • "O Povo e os Sistemas: Se duas empresas implementam as mesmas melhorias técnicas em suas fábricas e uma consegue um desempenho muito superior, quais são as razões para a diferença? Isso pode ser atribuído à quantidade de atenção prestada às pessoas e aos sistemas." --Wickham Skinner
  • "Mesmo que você esteja no caminho certo... se você ficar parado....você vai ser atropelado." -Will Rogers


Crédito




domingo, 12 de setembro de 2021

Três dimensões da gestão efetiva de riscos


Idealmente, a gestão de riscos e a conformidade deveriam ser tratadas como prioridades estratégicas pela liderança corporativa e pela gestão cotidiana. Mas, frequentemente, a realidade é que essas áreas são delegadas a algumas pessoas no centro corporativo que trabalham isoladamente do resto do negócio. 

Em contrapartida, o crescimento da receita ou a redução de custos estão profundamente incorporados na cultura corporativa, vinculados explicitamente ao desempenho de lucro e perda no nível da empresa. 

Em algum lugar no meio estão recursos específicos de controle em relação, por exemplo, à segurança do produto, desenvolvimento e implantação de TI seguros ou auditoria financeira.

Para mudar esse quadro, a liderança deve se comprometer a construir uma gestão de risco robusta e eficaz. O projeto para isto é tridimensional, a saber: 

1) Um modelo operacional de risco, composto pelos principais processos de gestão de riscos; 

2) Uma estrutura de governança e prestação de contas em torno desses processos, tratando do negócio até o nível do conselho;  

3) Preparação de boas práticas para crises, incluindo uma cartilha de resposta bem articulada, se o pior caso se materializar.

1. Desenvolvimento de um modelo operacional de risco eficaz

O modelo operacional deve consistir de duas camadas: 

1. Uma estrutura de gerenciamento de risco empresarial  e 

2. Estruturas individuais, para cada tipo de risco. 

 

A estrutura de gerenciamento de risco empresarial é usada para identificar riscos em toda a organização, definir o apetite geral de risco e implementar os controles adequados para garantir que o apetite ao risco seja respeitado. Um quadro abrangente coloca em prática um sistema de relatórios oportunos e ações correspondentes sobre risco ao conselho e à alta administração. 

As estruturas específicas de risco abordam todos os riscos que estão sendo gerenciados. Estes podem ser agrupados em categorias como financeira, não financeira e estratégica. 

  • Os riscos financeiros, como liquidez, mercado e riscos de crédito, são gerenciados aderindo às estruturas de limite adequadas; 
  • Riscos não financeiros, via de regra, se gerencia implementando controles de processos adequados; 
  • Riscos estratégicos, gerencia-se desafiando decisões-chave com abordagens formalizadas, como análises de cenários e testes de estresse. 

Além de avaliar o risco com base na probabilidade e no impacto, as empresas também devem avaliar sua capacidade de responder a riscos emergentes. 

As capacidades e competências necessárias para gerenciar esses riscos devem ser avaliadas e as lacunas preenchidas conforme necessidades. De particular importância na gestão de crises é a pontualidade de uma resposta eficaz quando as coisas dão errado. 

Para ser eficaz, o quadro de gerenciamento de riscos corporativos deve garantir que as duas camadas estejam perfeitamente integradas. Ele faz isso fornecendo clareza sobre definições de risco e apetite, bem como controles e relatórios.

Taxonomia. Uma taxonomia de risco em toda a empresa deve definir de forma clara e abrangente os riscos; a taxonomia deve ser estritamente respeitada na definição de apetite ao risco, no desenvolvimento da política e estratégia de risco e na notificação de riscos. As taxonomias são geralmente específicas do setor, cobrindo riscos estratégicos, regulatórios e de produtos relevantes para o setor. Ferramentas comprovadas de avaliação de riscos precisam ser adotadas e aprimoradas continuamente com novas técnicas, para que riscos mais novos (como o risco cibernético) sejam abordados, bem como riscos mais familiares.

Apetite por risco. Uma definição clara de apetite ao risco traduzirá as trocas de retorno de risco em limiares explícitos e limites para riscos financeiros e estratégicos, como capital econômico, fluxo de caixa em risco ou métricas estressadas. No caso de riscos não financeiros, como riscos operacionais e de conformidade, o apetite ao risco será baseado nos limites globais de perda, categorizados em riscos inerentes e residuais.

Processos de controle de risco. Processos eficazes de controle de risco garantem que os limites de risco para o apetite de risco especificado sejam mantidos em todos os níveis da organização. As empresas líderes estão cada vez mais construindo seus processos de controle em torno de big data e análises avançadas. 

Relatórios de risco. A tomada de decisão deve ser informada com relatórios de risco. As empresas podem fornecer regularmente conselhos e executivos seniores com insights sobre riscos, identificando os riscos estratégicos mais relevantes. O objetivo é garantir que uma visão de risco independente, abrangendo todos os níveis da organização, seja incorporada ao processo de planejamento. Dessa forma, o perfil de risco pode ser mantido na gestão de iniciativas e decisões empresariais que afetam a qualidade dos processos e produtos. 

 

2. Em direção a uma governança, organização e cultura de risco robustas

O modelo operacional de risco deve ser gerenciado através de uma estrutura de governança eficaz e organização com responsabilidades claras. 

O modelo de governança mantém uma cultura de risco que reforça fortemente uma melhor gestão de riscos e conformidade nas três linhas de defesa:

1. negócios e operações, 

2. funções de conformidade e 

3. risco e auditoria. 

A abordagem reconhece a contradição inerente na primeira linha entre desempenho (receita e custos) e risco (perdas). O papel da segunda linha é rever e desafiar a primeira linha sobre a eficácia de seus processos e controles de risco, enquanto a terceira linha, auditoria, garante que as linhas um e dois estejam funcionando como pretendido.

Três linhas de defesa. A implementação efetiva das três linhas envolve a definição acentuada das linhas um e dois em todos os níveis, desde o nível do grupo até as linhas de negócios, até os níveis de entidade regional e jurídica. As capacidades contábeis relativas à gestão de riscos e controle devem ser claras. A governança de risco pode diferir por tipo de risco: os riscos financeiros geralmente são gerenciados centralmente, enquanto os riscos operacionais estão profundamente incorporados nos processos da empresa. 

Revendo o apetite ao risco e o perfil de risco. De importância central dentro da estrutura de governança estão os comitês que definem o apetite ao risco, incluindo os parâmetros para fazer negócios. Esses comitês também tomam decisões específicas sobre os principais riscos e revisam o ambiente de controle para melhorias à medida que o perfil de risco da empresa muda. 

Configuração integrada de governança de riscos e conformidade. Uma organização robusta e adequadamente equipada de risco e conformidade suporta todos os processos de risco. A organização integrada de risco e conformidade prevê a propriedade única da estrutura e dos padrões erm em todo o grupo, agrupamento adequado de funções de segunda linha, uma matriz clara entre divisões e funções de controle e controle centralizado ou local, conforme necessário. 

Os recursos. Os recursos apropriados são um fator crítico para uma governança de risco bem-sucedida. O tamanho das funções de compliance, risco, auditoria e jurídica de empresas não financeiras, geralmente são muito menores do que os dos bancos. A disparidade é, em parte, um resultado natural da regulação financeira, mas parte dela reflete uma lacuna de capacidade em empresas não financeiras. Deve-se ficar atento para não negligenciar no fornecimento de recursos suficientes para monitorar riscos altamente significativos, como risco cibernético ou grandes investimentos.

Cultura de risco. Uma cultura de risco aprimorada abrange mentalidades e comportamentos em toda a organização. Um entendimento compartilhado é fomentado por riscos-chave e gestão de riscos, com líderes atuando como exemplos. Especialmente importantes são programas de capacitação sobre risco, bem como mecanismos formais para avaliar e reforçar práticas sólidas de gerenciamento de riscos. 

Uma cultura de risco aprimorada abrange mentalidades e comportamentos em toda a organização. Um entendimento compartilhado é fomentado por riscos-chave e gestão de riscos, com líderes atuando como exemplos.


3. Preparação e resposta de crise

Um modelo operacional de risco de alto desempenho e estrutura de governança, com uma cultura de risco bem desenvolvida, minimiza a probabilidade de crises corporativas, sem, é claro, eliminá-las completamente. 

Quando crises inesperadas atingem alta velocidade, as empresas multinacionais podem perder bilhões de valor nos primeiros dias e logo se encontram lutando para manter sua posição no mercado. Um ambiente de gerenciamento de riscos mais importante da classe fornece as condições ideais para preparação e resposta.

Garanta a liderança do conselho. A ação mais importante que as empresas podem tomar para se preparar para crises é garantir que o esforço seja liderado pela diretoria e pela alta administração. 

Fortaleça a resiliência. Ao mapear padrões que surgiram em crises anteriores, as empresas podem testar sua própria resiliência, desafiando áreas-chave em toda a organização para potenciais fraquezas. As contramedidas direcionadas podem então ser desenvolvidas com antecedência para fortalecer a resiliência.  

Desenvolva planos de ação e comunicações. Uma vez que essas avaliações estejam completas e as contramedidas de construção de resiliência estejam em vigor, a empresa pode então desenvolver planos de ação para cada ameaça. Os planos devem ser bem articulados, fundados em crises passadas, e abordar planejamento operacional e técnico, planejamento financeiro, gestão de terceiros e planejamento jurídico. 

Treine os gerentes em todos os níveis. A empresa deve treinar os principais gestores em vários níveis sobre o que esperar e permitir que eles sintam as pressões e emoções em um ambiente simulado. 

Coloque em prática um manual detalhado de resposta a crises. Embora cada crise possa se desenrolar de formas únicas e imprevisíveis, as empresas podem seguir alguns princípios fundamentais de resposta à crise em todas as situações. 

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Em um mundo digitalizado e em rede, com cadeias de suprimentos globalizadas e interdependências financeiras complexas, o ambiente de risco tornou-se mais perigoso e caro. Uma abordagem holística para a gestão de riscos, baseada nas lições, boas e ruins, das empresas líderes e instituições financeiras, pode derivar valor desse ambiente. 

O caminho para a resiliência de risco que está surgindo é um esforço, liderado pelo conselho e pela alta administração, para estabelecer o perfil de risco e apetite certos. O sucesso depende do apoio de uma cultura de risco próspera e da preparação e resposta de crise de última geração. 

Longe da mínima adesão regulatória e da prevenção de perdas, a abordagem ideal para a gestão de riscos consiste em capacidades fundamentalmente estratégicas, profundamente incorporadas em toda a organização.


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Uma abordagem holística para a gestão de riscos | McKinsey