domingo, 8 de dezembro de 2024

LEAN SIX SIGMA e seu papel na melhoria de negócios

Ao examinar as metodologias fundamentais que moldaram a melhoria de processos em vários setores, Lean Manufacturing e o Six Sigma surgem como conceitos fundamentais.

Crédito da imagem: praxie.com

LEAN MANUFACTURING

O Lean Manufacturing, enraizada no pós-Segunda Guerra Mundial, evoluiu do Sistema Toyota de Produção (TPS), um paradigma focado na minimização de desperdícios e eficiência de processos. Essa abordagem foi posteriormente conceituada como 'Lean' por pesquisadores do MIT e elaborado em trabalhos seminais como 'A máquina que mudou o mundo' e o 'Lean Thinking'.

Paralelamente a este desenvolvimento, verificou-se a evolução das práticas de manufatura, marcadas nomeadamente pela primeira e segunda revoluções. Essas épocas foram caracterizadas por avanços significativos, incluindo o modelo de linha de montagem de Henry Ford, que lançou as bases para a produção em massa. O período seguinte viu o surgimento do Six Sigma, uma metodologia que enfatiza o processo de redução da variabilidade e melhoria da qualidade. A convergência do Lean Manufacturing e Six Sigma no Lean Six Sigma representa uma abordagem sinérgica para a excelência operacional.

O Lean Manufacturing enfatiza dois pilares fundamentais: Just-in-Time (JIT) e Jidoka.

O Just-in-Time, defende uma abordagem orientada para a procura estratégia de produção, minimizando o estoque e o desperdício por meio de Takt Time, Eficiência Geral do Equipamento (OEE) e Fluxo Contínuo. Esses elementos aumentam coletivamente a eficiência operacional, alinhando a produção com a demanda do cliente e garantindo um Fluxo de trabalho suave e ininterrupto.

O Jidoka, ou automação com um toque humano, por sua vez, concentra-se na integração da qualidade no processo de produção. Envolve sistemas automatizados para detecção de defeitos, evitando assim o avanço de produtos defeituosos, promovendo uma cultura de melhoria contínua e empoderamento dos funcionários na garantia da qualidade

O Lean Manufacturing é estruturado em torno da superação de três desafios fundamentais: Muda (desperdícios - qualquer atividade que consuma recursos sem criar valor para o cliente), Muri (sobrecarga de equipamentos ou operadores, exigindo que operem em ritmo mais intenso, ou muito acelerado) e, Mura (irregularidade - programação desnivelada e ritmo de trabalho inconsistente).

Esta estrutura foi projetada para aumentar a eficiência do processo identificando sistematicamente e eliminando as oito formas primárias de desperdícios: Defeitos, Superprodução, Espera, Habilidades não utilizadas, Transporte, Inventário, Movimento e Excesso de processamento.

Subjacentes a esta metodologia estão várias ferramentas e técnicas fundamentais que facilitam a aplicação prática dos princípios Lean. Estes incluem: Kaizen, uma filosofia de melhoria contínua; 5S, um sistema para otimizar a organização do local de trabalho; Kanban, uma ferramenta visual para gerenciamento do fluxo de trabalho; Trabalho Padronizado, garantindo consistência nas operações; os 5 Porquês, técnica para análise de causa raiz; Troca de Matriz (SMED), com o objetivo de reduzir os tempos de setup e; Manutenção Produtiva Total (TPM), que se concentra na maximizando da eficiência do equipamento. Além disso, o Mapeamento do Fluxo de Valor (VSM) é empregado para identificar e eliminar desperdícios nos fluxos do processo enquanto Heijunka, ou nivelamento da produção, é usado para estabilizar flutuações de produção e aumentar ainda mais a eficiência.

A aplicabilidade do Lean Manufacturing é evidente em sua aplicação generalizada em diversos setores.

Na indústria de manufatura, os princípios Lean têm sido fundamentais na otimizando dos processos de produção; O setor de saúde integrou com sucesso as metodologias Lean para melhorar vias cirúrgicas, processos de dispensação de medicamentos e experiência geral do paciente; Na Tecnologia da Informação, a indústria (TI) adotou os princípios Lean por meio do Agile, utilizando frameworks como Kanban e Scrum, promovendo um desenvolvimento de software iterativo e eficiente.

Essa adoção intersetorial ressalta a adaptabilidade e eficácia dos princípios do Lean Manufacturing na condução da excelência operacional e de melhoria contínua em vários cenários profissionais.

SIX SIGMA

Six Sigma, uma metodologia baseada em dados, visa a eliminação de defeitos em processos e produtos, minimizando sua variação [estatística]. Seu núcleo é o conceito de alcançar a quase perfeição, quantificado como 99,9997% de eficiência, ou apenas 3,4 defeitos por milhões de produtos produzidos. A metodologia é estruturada em torno do processo DMAIC: Definir, Medir, Analisar, Melhorar e Controlar.

Na fase Definir, as metas do projeto e suas respectivas características críticas para a qualidade (CTQs) são identificadas, alinhando esforços com as expectativas do cliente. O A Voz do Cliente (VOC) é crucial aqui, priorizando as necessidades do cliente através de várias metodologias;

A fase de Medição envolve a coleta de dados para a linha de base do estado atual do processo. Esta fase enfatiza a precisão e a exatidão em mensuração, garantindo credibilidade na coleta de dados.

Na fase Analisar, o foco está na identificação e validação das causas raízes dos problemas. Esta fase preenche a lacuna entre o desempenho corrente de um processo e os resultados desejados no mesmo. Diversas ferramentas são utilizadas para identificar as causas raízes dos problemas e analisar as variáveis que afetam a qualidade do processo. Aqui estão algumas das principais ferramentas: Diagrama de Causa e Efeito (Diagrama de Ishikawa), 5 Porquês, Análise de Pareto, Gráficos de Controle, Análise de Regressão, Matriz de Prioridade, Fluxogramas, Histograma, Teste de Hipóteses, Análise FMEA (Failure Mode and Effects Analysis), dentre outras.

A fase Melhorar é dedicada à identificação e implementação de soluções para os problemas identificados, apoiados por dados de fases anteriores. Nesta fase do ciclo DMAIC, várias ferramentas e técnicas são utilizadas para identificar, testar e implementar soluções que melhorem os processos. Aqui estão algumas das principais ferramentas utilizadas nessa fase: Brainstorming, Análise de Causa Raiz – ACR (ferramentas como o Diagrama de Ishikawa (ou Diagrama de Espinha de Peixe) e os 5 Porquês ajudam a entender as causas dos problemas identificados), Matriz de Priorização, Mapeamento de Fluxo de Valor (Value Stream Mapping), Prototipagem e Testes, Planejamento de Experimentos (DOE - Design of Experiments), Simulação, Checklist e Planos de Ação, Gráficos de Controle, dentre outras.

Finalmente, a fase de Controle garante a sustentabilidade das melhorias. Envolve padronizar novos processos, documentar mudanças, estabelecendo mecanismos de monitoramento.

Nós, na Amancio Quality Consulting, somos especialistas em Lean Six Sigma e, portanto, podemos auxiliar sua empresa a atingir seus objetivos e metas estratégicas através de assessoria para otimização de seus processos chaves.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Método 3C - uma abordagem estruturada para a resolução de problemas em inovação

O método 3C é uma abordagem estruturada para a resolução de problemas e é frequentemente utilizado em contextos de gestão, negócios e desenvolvimento de produtos. 

Imagem: deepai.org

O termo "3C" refere-se a três componentes principais que devem ser considerados ao analisar e solucionar um problema, principalmente quando se busca por soluções num contexto de inovação organizacional, ou em processos, e/ou em produtos e serviços. 

Esses componentes são:

1. Cliente (Customer): Este componente envolve entender as necessidades e expectativas dos clientes. É fundamental identificar quem são os usuários finais ou beneficiários do produto ou serviço e quais problemas eles enfrentam. Isso ajuda a garantir que a solução proposta atenda às demandas e que o cliente esteja satisfeito.

2. Concorrência (Competitor): Aqui, você deve analisar os concorrentes e o mercado. O que outras empresas estão fazendo? Quais soluções já existem? Essa análise é importante para identificar lacunas no mercado, entender as estratégias dos concorrentes e posicionar sua proposta de maneira diferenciada.

3. Empresa (Company): Este aspecto se refere à análise interna da própria organização. Quais são os recursos, capacidades e limitações da empresa? É importante alinhar a solução proposta com a missão, visão e valores da empresa, além de entender como a solução se encaixa nas operações e na estratégia da organização.

Aplicação do Método 3C

Ao aplicar o método 3C, deve-se:

- Coletar dados sobre cada um dos 3C’s, realizando pesquisas, entrevistas ou análises de mercado.

- Analisar as informações para identificar os pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças (e.g., análise SWOT).

- Desenvolver soluções que considerem as necessidades do cliente, as dinâmicas da concorrência e as capacidades da empresa.

- Testar e validar as soluções propostas com base nos feedbacks dos clientes e na realidade do mercado.

Esse método ajuda a garantir que a solução desenvolvida não apenas seja viável e desejável, mas também competitiva e alinhada com a estratégia da empresa. Se precisar de mais detalhes ou exemplos específicos, nós da Amancio Quality Consulting estamos disponível para dar suporte à sua empresa.


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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Ferramentas de Gestão para Promover a Excelência em Processos Industriais

 A busca pela excelência nos processos industriais é um objetivo central para empresas que desejam se destacar em um mercado cada vez mais competitivo. A aplicação de ferramentas de gestão eficazes pode ser um diferencial significativo, contribuindo para a melhoria contínua, aumento da eficiência e qualidade, além da redução de custos. Este texto abordará as principais ferramentas de gestão que promovem a excelência em processos industriais, discutindo suas características, vantagens e exemplos de aplicação.

Imagem: storyset.com

1. Introdução

A gestão de processos industriais envolve uma série de práticas e metodologias que visam otimizar a produção, assegurar a qualidade e aumentar a competitividade das organizações. No contexto atual, onde a inovação e a agilidade são essenciais, a adoção de ferramentas de gestão de qualidade e operações se torna imprescindível. Entre essas ferramentas, destacam-se o Lean Manufacturing, Six Sigma, Gestão da Qualidade Total (TQM), e a metodologia DMAIC.

2. Lean Manufacturing

O Lean Manufacturing, ou produção enxuta, é uma filosofia que visa eliminar desperdícios e aumentar a eficiência nos processos de produção. Desenvolvida inicialmente pela Toyota, essa abordagem tem como foco a maximização do valor para o cliente, minimizando recursos.

2.1. Princípios do Lean Manufacturing**

Os principais princípios do Lean incluem:

- Identificação de valor: Compreensão clara do que o cliente considera valioso.

- Mapeamento do fluxo de valor: Análise de todos os processos envolvidos na produção, identificando etapas que não agregam valor.

- Criação de fluxo contínuo: Desenvolvimento de um fluxo de produção sem interrupções desnecessárias.

- Estabelecimento de um sistema puxado: Produzir com base na demanda do cliente, evitando excessos de estoque.

- Perfeição: Busca contínua pela melhoria em todos os processos.

2.2. Vantagens do Lean Manufacturing

- Redução de custos

- Aumento da produtividade

- Melhoria na qualidade dos produtos

- Maior satisfação do cliente

2.3. Exemplos de Aplicação

Um exemplo notável na aplicação do Lean é a indústria automobilística, onde técnicas como o Just-In-Time (JIT) foram implementadas para minimizar estoques e otimizar o tempo de produção.

3. Six Sigma

O Six Sigma é uma metodologia que visa melhorar a qualidade e reduzir a variabilidade dos processos. Desenvolvida pela Motorola na década de 1980, essa abordagem combina ferramentas estatísticas com práticas de gestão.

3.1. Estrutura do Six Sigma

O Six Sigma utiliza a metodologia DMAIC, que compreende cinco fases:

- Definir (Define): Identificar o problema e os objetivos do projeto.

- Medir (Measure): Coletar dados e informações relevantes para o processo atual.

- Analisar (Analyze): Identificar causas raízes dos problemas.

- Melhorar (Improve): Desenvolver e implementar soluções para os problemas identificados.

- Controlar (Control): Monitorar os resultados e assegurar que a melhoria seja sustentável.

**3.2. Vantagens do Six Sigma**

- Melhoria na qualidade dos produtos e serviços

- Redução de custos com retrabalho e desperdícios

- Aumento da satisfação do cliente

- Capacitação e desenvolvimento das equipes

3.3. Exemplos de Aplicação

Empresas como General Electric e Ford implementaram iniciativas de Six Sigma e alcançaram resultados significativos na redução de defeitos e custos operacionais.

 4. Gestão da Qualidade Total (TQM)

A Gestão da Qualidade Total é uma abordagem focada na melhoria contínua da qualidade em todas as áreas da organização. TQM envolve todos os colaboradores, desde a alta gestão até a linha de frente, enfatizando a importância do comprometimento e da cultura de qualidade.

4.1. Princípios do TQM

Os princípios do TQM incluem:

- Foco no cliente

- Envolvimento dos colaboradores

- Abordagem por processos

- Tomada de decisões baseada em fatos

- Melhoria contínua

- Comunicação eficaz

4.2. Vantagens do TQM

- Melhoria na qualidade dos produtos e serviços

- Aumento da competitividade

- Maior comprometimento da equipe

- Redução de custos com retrabalho

4.3. Exemplos de Aplicação

Empresas como Toyota e Xerox aplicaram princípios de TQM e se tornaram referência em qualidade e eficiência no setor industrial.

5. Metodologia DMAIC

Como mencionado, DMAIC é uma metodologia essencial dentro do Six Sigma, mas suas aplicações se estendem a outras áreas de gestão de processos.

5.1. Detalhamento do DMAIC

- Definir (Define): Neste estágio, é fundamental alinhar os objetivos do projeto com as expectativas dos clientes e da organização. Ferramentas como a Matriz de Priorização podem ajudar a identificar os problemas mais críticos.

  - Medir (Measure): É a fase em que se coletam dados relevantes. A utilização de indicadores de desempenho (KPIs) é crucial para mensurar a eficácia do processo atual.

  - Analisar (Analyze): Neste estágio, é feita a análise dos dados coletados para identificar causas raízes de problemas. Ferramentas como o Diagrama de Ishikawa podem ser utilizadas para essa análise.

  - Melhorar (Improve): Após identificar as causas raízes, soluções são desenvolvidas e implementadas. É a fase de teste e validação das mudanças propostas.

  - Controlar (Control): Por fim, um sistema de controle é instaurado para garantir que as melhorias sejam sustentáveis a longo prazo.

5.2. Vantagens do DMAIC

- Estruturalização dos processos de melhoria

- Foco em dados e resultados

- Sustentação das melhorias através de controles adequados

6. Ferramentas de Análise e Avaliação

Além das metodologias já discutidas, existem várias ferramentas que podem ser utilizadas para apoiar a gestão de processos industriais. Estas ferramentas são essenciais para a identificação de problemas, análise de dados e tomada de decisões.

6.1. Diagrama de Pareto

O Diagrama de Pareto é uma ferramenta que ajuda a identificar as causas mais significativas de problemas, permitindo que as equipes priorizem as ações que trarão os maiores benefícios. Baseia-se no princípio 80/20, que afirma que 80% dos problemas são causados por 20% das causas.

6.2. Análise SWOT

A Análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats) é uma ferramenta de planejamento estratégico que permite às organizações avaliar suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Essa análise ajuda a direcionar estratégias de melhoria nos processos.

6.3. Fluxogramas

Os fluxogramas são representações gráficas de processos que permitem visualizar etapas, decisões e interações. São úteis para entender o fluxo de trabalho e identificar oportunidades de melhoria.

7. Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)

A incorporação de tecnologias de informação e comunicação é fundamental para a eficiência dos processos industriais. Sistemas de automação, softwares de gestão (ERP), e ferramentas de análise de dados são exemplos de como a tecnologia pode impulsionar a excelência nos processos.

7.1. Sistemas ERP (Enterprise Resource Planning)

Os sistemas ERP integram diversas funções de negócios em um único sistema, melhorando o fluxo de informações e a coordenação entre departamentos. Isso facilita a tomada de decisões mais informadas e ágeis.

7.2. Internet das Coisas (IoT)

A IoT permite a coleta de dados em tempo real a partir de equipamentos e máquinas. Essa informação pode ser usada para monitoramento, manutenção preditiva e otimização de processos, resultando em maior eficiência e redução de custos.

8. Conclusão

As ferramentas de gestão aplicadas à promoção da excelência em processos industriais são fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade das organizações. Ao adotar metodologias como Lean Manufacturing, Six Sigma e TQM, além de ferramentas de análise e tecnologias modernas, as empresas podem transformar seus processos, melhorar a qualidade de produtos e serviços, e, consequentemente, aumentar a satisfação do cliente.

Em um cenário industrial em constante evolução, a busca pela melhoria contínua se torna um imperativo, e as ferramentas de gestão corretas são os aliados nesse processo. Portanto, promover a excelência em processos industriais não é apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade para as organizações que buscam se destacar no mercado atual. 

Palavras finais

A excelência em processos industriais é um tema vasto e complexo, sendo necessária uma abordagem integrada que considere a cultura organizacional, a capacitação dos colaboradores e a constante adaptação às novas tecnologias e exigências do mercado. A combinação de metodologias e ferramentas já mencionadas, com um foco na melhoria contínua, pode resultar em um ciclo virtuoso de inovação e eficiência, preparando as empresas para os desafios futuros.

Se precisar de mais detalhes sobre alguma ferramenta específica ou qualquer outro tópico, fique à vontade para nos consultar. Nós, na AQC - Amancio Quality Consulting,  pois podemos assessorar sua empresa a trabalhar em conceitos, metodologias e práticas na busca pela excelência nos seus processos chaves de negócio.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Quando silos caem, Lean prospera


Lean management Stock Photos, Royalty Free Lean management Images |  Depositphotos 

Há passos reais que os líderes podem tomar para tirar os especialistas funcionais de seus esconderijos.

Vamos começar por definir a construção de silo. É a mentalidade e as ações que criam departamentos isolados ou áreas de trabalho que não colaboram bem, nem com outras áreas da empresa nem com outras partes do fluxo de valor.

O foco do silo é a otimização do silo, nada mais. Na fabricação, um silo pode ser uma área de fabricação que fornece componentes para o departamento de montagem. Ou, mais frequentemente, os silos se desenvolvem em departamentos de suporte ou administrativos; por exemplo, engenharia, TI, qualidade, vendas.

Considere uma equipe de vendas quebrando recordes de vendas prometendo datas de entrega que não podem ser fisicamente cumpridas pela produção, ou o departamento de engenharia que cria novos produtos que atendem às necessidades finais do cliente, mas o produto é extremamente difícil e caro de se fabricar. Em ambos os exemplos, o silo não tinha conhecimento – ou simplesmente não estava interessado em entender – as necessidades de seu cliente interno, seu companheiro de equipe de fluxo de valor.

Princípio “Otimize o Fluxo de Valor”

Um dos princípios do Lean se concentra na coordenação entre as várias funções em todo o fluxo de valor. Este princípio tem sido referido como sistemas ou pensamento sistêmico, ou como o princípio de “otimizar o fluxo de valor”. Negócios são sistemas onde os componentes do sistema não são entidades independentes, mas são interdependentes.

O pensamento de sistemas exige que se mantenha um foco além do próprio lugar individual dentro do fluxo de valor para garantir que os esforços de melhoria promovam o desempenho de todo o sistema. A melhoria local em detrimento do desempenho do sistema é contraproducente. 

Ações necessárias da liderança

Fornecer clareza: O primeiro passo é fornecer clareza sobre os princípios fundamentais da organização. Estas são verdades não negociáveis e fundamentais de Lean com as quais todos os comportamentos devem se alinhar, e as violações não podem ser ignoradas. O pensamento de sistemas ou “Otimizar o Fluxo de Valor” não é opcional. É uma verdade fundamental do lean.

Abordar qualquer comportamento equivocado: Quando o jogo da culpa surge entre silos em guerra, este é um momento de ensino urgente para fornecer inequivocadamente os comportamentos esperados. Claro, sempre haverá diferenças de opiniões ao abordar os problemas da empresa e buscar melhorias; isso é típico e saudável à medida que se experimenta novo caminho para melhorar. Mas sendo claro, apontar o dedo não é um conflito saudável!

Ser um coordenador de sistema: Um papel fundamental dos líderes em todos os níveis é ser um coordenador de sistema, onde trabalhar efetivamente com fornecedores internos e clientes é um componente do trabalho. Na linha de frente, isso significa coordenar com áreas de trabalho vizinhas. Em outro nível, a coordenação deve acontecer entre o diretor de operações, vendas, engenharia, etc. Esse papel deve ser evidente nas avaliações de desempenho dos líderes e, quando surgirem oportunidades de promoção, a colaboração do sistema deve pesar muito.

Facilitar o trabalho em equipe multifuncional: Colocar o fim da culpa é apenas uma pequena parte da solução. O objetivo é o envolvimento multifuncional da equipe na análise e melhoria do processo. Conseguir que um grupo funcione efetivamente como uma equipe levará tempo e persistência, combinados com a clareza acima mencionada.

 

Nossa empresa, a Amancio Quality Consulting, pode ajudar sua empresa na implementação ou no aprimoramento de Manufatura Enxuta em seus processos. 

Contate-nos

João Francisco Amancio de Moraes
Mestre (Stricto-Sensu) em Processos Industriais pelo IPT e Certified Quality Engineer pela ASQ   
 
Amancio Quality Consulting


 

sábado, 7 de setembro de 2024

Competitividade na indústria: o que significa e como alcançar?




A competitividade na indústria tem um significado principal: trata-se de fazer sempre mais, buscando os melhores recursos – também, usando aqueles que tem em mãos.

Essa simples definição, no entanto, guarda uma enorme quantidade de informações valiosas. A competitividade é o acelerador, o principal motivador para a expansão dos negócios. É preciso inovar.

Competitividade é a mesma capacidade eficaz de competir e conquistar determinado mercado e/ou público a partir de habilidades, conceitos, análises e sistemas eficazes. O objetivo é produzir com qualidade, fazer o uso de tecnologia e recursos humanos, entre outros fatores, alcançando os melhores resultados.

Leia mais o artigo original, clicando AQUI


João Francisco Amâncio de Moraes
AQC - Amancio Quality Consulting
(19) 99895-3115

Gestão de Riscos: como aplicar na sua empresa


A Gestão de Riscos é fundamental com vistas a eliminar ou reduzir perdas financeiras e potencializar ganhos

O risco significa a probabilidade de perigo e de algo não sair como o esperado. Os riscos estão presentes em todas as atividades do cotidiano e não seria diferente com as organizações. Por isso, a Gestão de Riscos é fundamental com vistas a eliminar ou reduzir perdas financeiras e potencializar ganhos.Conhece aquela máxima do "podemos dar um jeitinho nisso"? Muitas empresas resolvem seus problemas à medida que eles aparecem, mas fazer projeções de possíveis riscos é algo muito importante. Claro que nenhuma organização é intocável, já que as ameaças são inerentes a todos, mas existem alguns riscos possíveis de prever e evitar.

Afinal, o que é Gestão de Riscos?

Além de tratar das possíveis ameaças ao seu negócio, a Gestão de Riscos mostra oportunidades que não devem ser desperdiçadas. A Gestão de Riscos é a coordenação de todas as atividades que possam evitar que uma organização seja afetada de forma negativa, ou ainda que deixe de aproveitar as oportunidades de maneira positiva. Estratégia e risco são termos que caminham juntos. Uma Gestão de Riscos eficaz deve fazer parte da tomada de decisões; ser sistemática e estruturada; ser parte integrante dos processos organizacionais; basear-se nas melhores informações e facilitar a melhoria contínua do negócio.

Leia lições postada pelo SEBRAE, clicando AQUI

João Francisco Amâncio de Moraes
AQC - Amancio Quality Consulting
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quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Indústrias usam cada vez mais técnicas de manufatura enxuta, aponta pesquisa da CNI

Como a manufatura enxuta pode ajudar a sua empresa a se manter no mercado?  - Blog SESI SENAI

Iniciativas existem para reduzir desperdícios e melhorar os processos produtivos. No momento, o desafio é a integração com a indústria 4.0, como inteligência artificial e big data.

 A Sondagem Especial 91, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aponta que 86% da indústria instalada no Brasil utilizam pelo menos uma técnica de manufatura enxuta, sendo que 41% adotaram pelo menos 11 técnicas – em uma lista de 17 – para reduzir tempo e custo de produção e aumentar a qualidade em 2023.

A pesquisa mostra um aumento importante, na comparação com 2018, quando 35% das indústrias faziam uso de 10 a 15 técnicas, em uma lista de 15 possíveis técnicas. Ao adotar técnicas de manufatura enxuta, as indústrias melhoram a gestão, reduzem desperdícios e mantêm a melhoria contínua dos processos produtivos.

Leia mais, clicando aqui

João Francisco Amâncio de Moraes
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